Sobre Cris

domingo, 21 de agosto de 2011

Parte VIII

Ana encarou a irmã sem acreditar.
- O que houve? Perdi a conexão, senti que você estava aflita.
- Não há tempo. Precisamos acabar logo com isso.

Ainda sem entender o que acontecia, deixou-se ser erguida pelo braço e colocada diante da fogueira.
Observou Amália soltar do próprio corpo o braço que lhe envolvia a cintura. Uma mão trêmula surgiu apertando três saquinhos que amarrados um ao outro, sacudiam como se fossem uma única.
Ana voltou a cantar, rodopiando em torno da fogueira e do próprio corpo, enquanto Amália terminava de preparar o altar para então juntar-se a ela nos cantos e na dança.
Ana inquietava-se com a ausência de cor na cara de Amália mas já percebeu que não deveria perguntar mais e sim prosseguir.



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